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quarta-feira, 16 de março de 2011

um olhar...

Como não leio jornais de fim de semana, tenho apenas que agradecer à Pastoral Portuguesa (um blog que qualquer blogger que se preze conhece) por ter-me feito chegar esta pérola que transcrevo abaixo.

«Que dinheiro teria disponível para contratação de jogadores para a próxima época?

Não sei, mas não estou muito preocupado. É um orçamento que será feito por mim. Hei-de saber arranjar um esquema para saber montar... e se não souber, saberão outras pessoas por mim. Há esquemas de engenharia financeira para montar uma equipa competitiva.»
(Dias Ferreira, entrevista ao SOL, 11/03/2011)

E fez-me lembrar aquela crónica do Miguel Esteves Cardoso no seu "A Causa das Coisas". Não consegui encontrar o texto completo da crónica como queria, mas prometo que um dia quando tiver tempo e se me lembrar venho aqui escrevê-lo na sua totalidade. Vamos lá, um excerto então apenas de "Arranjar".

"Em Portugal, como todos sabem, é muito raro conseguir seja o que for. Em contrapartida tudo se arranja. O arranjar hoje é a versão portuguesa do conseguir. É verdade que “Quem espera sempre alcança”, mas como ninguém está para esperar, em vez de alcançar o que se quer, arranja-se outra coisa qualquer.
No fundo é talvez por não se terem as coisas que elas se têm de arranjar. Não se tem tempo, mas arranja-se. Já não há bilhetes, mas conhece-se alguém que os arranja. Ninguém tem dinheiro mas vai-se arranjando para o tabaco.
O próprio sistema político, económico, cultural, social estimula uma atitude para com o cidadão que se traduz pela expressão ”arranjem-se como puderem”. E o cidadão lá se vai arranjando. O mais das vezes este apelo constante ao improviso, à cunha e ao desenrascanço leva aos piores resultados. A continuar assim, o país está bem arranjado (…)”

Portugal no seu melhor.

segunda-feira, 14 de março de 2011

um olhar...

Acabei de ver esta notícia no Público:

Os campos de golfe deverão voltar a ser tributados à taxa reduzida de IVA, de seis por cento, em vez dos 23 por cento que estavam a ser aplicados desde o início do ano, no quadro do Orçamento do Estado (OE) para 2011, revelou o Negócios.

 E não pude deixar de vir para aqui partilhar o meu estarrecimento para com a mesma. Que sentido económico é que isto faz? Porque é que o golfe é privilegiado face a todos os outros desportos que se praticam em Portugal? Até me deu curiosidade e fui descobrir qual o número de praticantes desse desporto no nosso país - 18 mil. Admito que é um número superior ao que pensava inicialmente, e serve para fundamentar a minha teoria que ainda há mesmo muito dinheiro neste país, está é cada vez mais na mãos de uns poucos. Enquanto países como o Brasil usam o seu crescimento para aumentar a classe média, aqui em Portugal faz-se o processo inverso, e a meu ver há uma vontade clara de direccionar o nosso país para um local de muito ricos e muito pobres. O fosso aumenta a cada dia e isto não é uma questão de partidos, é mesmo a forma de estar de quem governa - cedendo aos lobbies dos poderosos. Sinceramente, política mais influenciada por lobbies que esta é impossível. Segundo a própria notícia, "O Governo elegeu o turismo/golfe como uma das prioridades da estratégia de recuperação da economia nacional". Cheira-me que o governo já está mesmo a ver que não se aguenta muito mais no poder e como tal já está em modo assegurar jobs for the boys no BES. Incrível.  

um olhar...

...triste. Mais uma vez, e poucas semanas após o sucedido em Christchurch, um país que tem um lugar guardado dentro de mim é vítima da Natureza no seu esplendor de força. Andam por aí muitas imagens e muitos vídeos à solta, mas as do Big Picture são para mim, e como sempre, a melhor amostra da destruição causada. Links aqui e aqui. Impressionante...

quinta-feira, 10 de março de 2011

um olhar, um sorriso, uma música no ar...

Tinha que ser. Tinha que rever este filme neste momento da minha vida. Tudo explicado no vídeo abaixo, para quem percebe italiano. Uma maravilha de filme.

terça-feira, 1 de março de 2011

um olhar...

... a um dos grandes mistérios da civilização humana. De onde viemos, para onde vamos, há extraterrestres ou não tudo isso é muito giro, mas de pouca relevância face ao verdadeiro mistério que nos atormenta há anos a fio, e que hoje descobri foi finalmente revelado. E foi revelado após uma extensa análise científica, baseada em dados concretos e reais, retirando qualquer hipótese de dúvida futura sobre o tema. Posso então aqui revelar, após muita especulação e fantasia, que, Phil Connors ficou preso no dia 2 de Fevereiro durante 12.403 dias.

Não sabem quem é este tal de Phil Connors? Cliquem aqui.
Não sabem qual a importância do dia 2 de Fevereiro? Cliquem aqui.
Querem saber como é que isto foi calculado? Cliquem aqui.

Ciência exacta meus amigos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

um olhar, um sorriso e uma música no ar...

Muito bom este vídeo promocional para a série mais conhecida no mundo inteiro. E tão simples.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

um olhar...

Que dor, ver Christchurch assim...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

um olhar...

O meu blog, o meu querido blog, largado, abandonado, perdido no tempo, sem rumo. Não sei o que lhe fazer. O PREC em que se tornou a minha vida não me tem permitido ter a tranquilidade de espírito necessária para aqui vir, pensar, escrever, com a devida dedicação. Não me apetece simplesmente colocar um ponto final, mas também assim deixá-lo definhar, sem alimento, custa-me bastante. Vamos fazer assim, estabelecer um prazo. Isto tem de animar até ao início da Primavera. Se assim não for, no último dia do Inverno do ano da santa graça de 2011 coloco um ponto final no blog. Prometo tentar.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

um olhar...

e poderia ter posto um sorriso também ali em cima no título, mas seria mesmo é uma gargalhada sonora com esta notícia. Tão óbvio, tão óbvio, tão óbvio que até dói....Ah e tal agora compras uma pulseirinha e ganhas equilíbrio. São só 40€... Incrível...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

um olhar...

Já vamos a mais de meio do dia 4 do novo ano e ainda não gastei um tostão. Sempre a comer por casa ou por casas onde não me cobram, ainda não tive que pôr gasolina, não fiz compras... Mesmo nada nada. Vamos ver até quando isto vai durar...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

um olhar e um sorriso...

De sonho. A NBA é mesmo uma magia. Vejo e revejo estas imagens e é sempre sempre incrível.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

um olhar e uma música no ar...

Mais uma estória da história demonstrativa do poder da música. Único e indesmentível.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

um olhar...

Queria aqui partilhar convosco uma ocorrência no meu pensamento esta semana. Como nem sempre temos pensamentos dos quais realmente tiramos algum sumo e ilações pertinentes, achei importante o facto de isso ter acontecido comigo desta vez e consequentemente aqui partilho.
Há cerca de 2 semanas, ao olhar pela janela que dá para a parte de trás do meu prédio vi dois edificios e fiquei com a sensação de que nunca tinha reparado neles. Após 4 anos ali a viver, como é que isso era possível? Estranho. Mas também não ia perder muito mais tempo a pensar nisso pelo que passou. 6ª feira passada, a jantar com uns vizinhos meus, "Então e já repararam que o edificio amarelo lá atrás foi à vida?" e só então caiu a ficha. Um prédio amarelo, de 6/7 andares que sempre ali esteve, para o qual olhei mil vezes, tinha sido demolido, abrindo campo de vista aos tais 2 edifícios que nunca tinha reparado. Ainda mais surpreendido fiquei com a possibilidade de por vezes, não vermos o que está mesmo à frente dos nossos olhos. E com este pensamento vos deixo para o fim de semana.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

um olhar...

...sobre a interessante peça "Durações de um Minuto", ainda em cena no São Luiz (mas já não dura muito...) e da qual sinopse retirei o texto de Gonçalo M. Tavares que transcrevo abaixo e que levanta uma questão muito relevante sobre a forma como absorvemos o mundo de informações que nos rodeia, desde pequenos.  

SOBRE A APRENDIZAGEM E O TEMPO
GONÇALO M. TAVARES

- Compreendo que aos cinquenta anos se seja mais esperto do que aos vinte. Mas eu não sou mais esperto às oito da noite do que às oito da manhã.Robert Musil

    Mas não. Ao contrário do que diz a personagem de Musil, se tudo correr bem no dia de hoje, seremos mais espertos às oito da noite do que às oito da manhã.
    Porque a questão é simples, se uma pessoa se sente mais sensata, lúcida, se sente que é mais inteligente aos cinquenta anos do que era aos vinte, isso só pode ser efeito de um longo somatório de acontecimentos. Não é um milagre, uma revelação - mas um longo processo.
    (O recorde de crescimento mais lento de uma árvore “pertence a uma espécime de espruce (Picea sitchensis) que necessitou de 98 anos para atingir 28 centímetros.”)
    Diga-se ainda que, como muitas vezes parece acontecer, o próprio rosto pode revelar o percurso intelectual. (Um bom exercício é passear pelas ruas de uma cidade, observar os rostos e os gestos de uma pessoa qualquer, e tentar concluir se essa pessoa terá lido muito ou pouco. Há quem acredite que pelo rosto se vê a biblioteca pessoal.)
     Até podíamos, por isso, imaginar uma pessoa colocada diante do espelho, com um cronómetro ao seu lado, a observar o seu rosto, de minuto a minuto, tentando testemunhar as suas próprias alterações intelectuais. Poderemos, levando o absurdo até ao fim, pensar em alguém que abandonasse por completo a vida e as suas experiências, e que canalizasse toda a sua energia para a observação do processo no qual ela se torna uma pessoa mais inteligente. Ou, então, alguém que acompanha a leitura de um livro denso dirigindo-se, de hora a hora, ao espelho para confirmar a boa evolução da sua inteligência.
    Mas podemos considerar duas teorias, e não apenas uma, que relacionam inteligência e tempo. Uma que acredita que minuto a minuto nos tornamos mais sensatos porque vimos, ouvimos, lemos e experimentámos mais mundo; e outra que, pelo contrário, veja o aumento da sensatez de um homem por saltos: grandes períodos de paragem (em que a inteligência e a maturidade se mantêm estáveis) e outros períodos curtos (uma espécie de revoluções) nos quais, em pouco tempo, se muda muito.
    (O crescimento de uma árvore mais rápido que se conhece: o de uma Albizzia falcata plantada em 17 de Junho de 1974 em Sabah, Malásia. A sua média de crescimento foi de 10,74 metros em treze meses.)
    De qualquer forma há, em qualquer das teorias que se considere, uma visão optimista. Esta utopia do progresso ininterrupto – amanhã o mundo será mais inteligente do que hoje/e para o ano eu serei mais lúcido - vê o tempo como uma coisa que, ao passar pelo corpo dos seres vivos, os faz melhores; como se o tempo fosse um funcionário que nos presta bons cuidados – alimenta, embala, e ensina.
    No entanto - mesmo não pensando no envelhecimento - talvez o tempo não seja assim um professor tão bom (ou nós é que somos maus alunos) e as coisas se passem, afinal, como as descreve um poema de Rafael Alberti: “Eu era um tonto, e o que vi fez de mim dois tontos”. Depois de muito esforço, às oito da noite tornámo-nos mais estúpidos do que éramos às oito da manhã.
    Crescer dez metros num ano ou crescer trinta centímetros em cem anos - eis duas medidas de crescimento no reino vegetal. Mas isso talvez seja um outro assunto.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

um ohar...

E depois do post 1.000, nada como começar mais um milhar de posts com esta frase brilhante do brihante António Damásio: "Deus é uma maravilhosa invenção do cérebro humano". No fundo , o brilhantismo é isto - dizer grandes verdades da forma mais simples possível.

um olhar, um sorriso, uma música no ar x1000

Ora então cá está ele - o post 1.000. Para ser sincero, acho que nunca pensei aqui chegar. Foi um arranque difícil e cheio de incertezas, até transformar isto num hábito. E aí sim, a coisa pegou, e como que em ritmo piloto automático, dei por mim a sentir mesmo necessidade de escrever e partilhar. A maravilha que é o Calvin, as minhas experiências como DJ, músicas que me ficaram no ouvido, olhares do mundo por onde deambulo, as minhas reflexões, a vida a ser vivida, por mim. Para este post lembrei-me de fazer uma breve resenha do que tem sido esta experiência, mas cheguei à conclusão que é impossível meter num só post 4 anos e 3 meses de actividade quase sempre contínua. São cerca de 230 posts por ano, ou seja um post a cada dia e meio. Tanta informação, alguma mais relevante que outra, bem sei, mas não deixa de ser muita. Por isso a opção foi simplificar - deixar-vos com um olhar, um sorriso e uma música no ar. Porque no fundo, é disto que este blog trata. E continuará a tratar, até ver.

um olhar...

um sorriso...

uma música no ar...

E só em jeito de conclusão - o link para o meu post predilecto.

Enjoy!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

um olhar...

... debruçado sobre este artigo muito interessante que encontrei no Público com uma teoria que a meu ver faz sentido - o facto de a Internet estar a mudar a forma como o nosso cérebro funciona. Segundo alguns neurologistas, as coisas estão a complicar-se para os amantes da leitura. A Internet, a rápida e veloz Internet faz com que o nível de concentração elevada numa só tarefa tenda a desaparecer, à medida que nos vamos habituando a dividi-la:

"A leitura e a escrita são uma invenção e cada cérebro tem um circuito próprio, único, inventado pela linguagem em que essa pessoa lê, que é diferente consoante seja hebreu, chinês, coreano ou inglês", explica ao telefone Maryanne Wolf. "Esse circuito é diferente consoante a qualidade da aprendizagem. Se muita da leitura é feita online, num meio tão cheio de distracções como a Internet, a qualidade da leitura é afectada."Se passa grande parte do seu dia a trabalhar na Internet, a responder às solicitações típicas do online: refrescar o Twitter para seguir as actualizações das pessoas e sites que se acompanham, comunicar com os seus amigos no Facebook, responder às mensagens que lhe vão chegando na sua caixa de correio electrónico, enquanto escreve um texto, vê as notícias, vê um vídeo no YouTube, faz uma pesquisa... Se esse é o seu dia típico, perceberá talvez o que Carr quer dizer quando chama à Internet, "por concepção, um sistema de interrupções, uma máquina que funciona à base de dividir a atenção" de quem a utiliza."

Tenho sentido isto de uma forma assustadora, tenho tido grandes dificuldades em chegar à concentração desejada para ler um livro, há um esforço que tem que ser feito que dantes não era tão evidente. Ao mesmo tempo que vos escrevo este post, já respondi a 3 mails, adicionei 2 items ao meu carrinho de compras na amazon, adicionei 2 álbuns ao iTunes e distraí-me a avançar com o meu trabalho no excel. Isto diz tudo sobre a minha forma trabalhar, sempre atento a várias bolas ao mesmo tempo a ver se nenhuma cai ao chão, qual malabarista de circo. E penso que o mesmo se passa a nível da música, em que hoje saltitamos de banda e banda e não deixamos nenhuma dela amadurecer como merece.

Deixo abaixo mais algumas partes, mas leiam o artigo todo (link outra vez), se o vosso cérebro com certeza já afectado pela Internet vos permitir concentração até ao fim. Eu admito que não consegui ler todo de enfiada...

"Quando a quantidade de informação, o número de decisões que temos de tomar, todo o tipo de solicitações a que está sujeito o nosso sistema cognitivo se torna demasiado - como o proverbial copo que se encheu demasiado e começa a transbordar -, deixamos de conseguir reter informação, de conseguir fazer ligações entre os dados que já guardámos na nossa memória de longo de prazo. A nossa capacidade de compreensão torna-se superficial, deixamos de conseguir manter-nos atentos e focados. Transformamo-nos nas criaturas superficiais, saltitando de informação em informação, sem guardar nenhuma, sem relacionar as coisas entre si - navegamos, aborrecidos, como quando andamos pela Internet à procura de uma novidade que nos entretenha."

"A evolução programou-nos para corrermos sempre de um estímulo para o próximo, para querermos sempre mais. Isso acaba por ser contraproducente", diz Maryanne Wolf."

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

um olhar...

O snooker é um desporto chato, certo? Eles acabam por meter sempre as bolas, qual a piada de ficar a ver na televisão algo com tão pouca emoção? Esta é a minha opinião. Mas depois há momentos que nos fazem mudar um pouco de opinião. Este vídeo já é do passado mês de Setembro, mas como me apanhou no momento da paragem do blog, só agora partilho. É de deixar qualquer um surpreendido com a eficácia deste senhor Ronnie O'Sullivan, já considerado um dos melhores de sempre da modalidade. Mas o que impressiona não é só o facto de se chegar à pontuação máxima, é a forma como o faz, e a paragem, ainda com apenas 8 pontos, para perguntar se havia um prémio especial para se atingir os 147. Aconselho a visionarem e ouvirem os comentários e depois ouvirem a flash interview dele após o feito. Extraordinário!


um olhar...

Começaram os dias difíceis do ano. Esta costuma ser uma das semanas mais difíceis para mim, derivado da alteração horária e do facto de passar a sair do trabalho já de noite. É uma dificil habituação que todos os anos tento amenizar, mas nunca consigo. É nestes momentos que penso para mim como seria impossível viver num qualquer país escandinavo, mergulhados que ficam nas trevas durante grande parte do dia...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

um olhar...

O Palombella Rossa, do Nanni Moretti, para quem não sabe o filme que deu imagem aqui ao blog durante uns bons tempos, está à venda num qualquer quiosque perto de si por uns míseros 1,95€. O que é preciso mais fazer para que as pessoas todas vejam a maravilha que é?