...sobre a qualidade a televisão (neste caso mais focados em Portugal) e sobre o seu papel na sociedade (em geral). Um tema penso que já amplamente debatido por esse mundo fora, mas que me tocou de forma um pouco mais forte no domingo à noite.
Ultimamente tenho deixado pouco (para não dizer nenhum) espaço à televisão na minha agenda pessoal. O facto de a qualidade ser fraca, aliado ao facto de ter dezenas de DVD's em casa para ver levou a que qualquer pedaço de tempo seja aproveitado para filmes ou séries (Sopranos ou Seinfeld e não a catrefada que inundam actualmente o mercado só porque está na moda) afastou-me rapidamente da televisão. Mas domingo à noite decidi ir fazer um zapping rápido, antes de ir escolher um filme. E o resultado foi simples:
No canal com maiores audiências tínhamos Morangos com Açúcar.
Na SIC tínhamos futebol (que gosto, há que salientar, mas a qualidade dos jogos nacionais deixa muito a desejar).
Agora o contraste total.
Na RTP2 tínhamos um programa chamado "O rapaz mais inteligente do mundo", sobre um indiano de 12 anos, que sozinho com acesso à internet (e com genes especiais), aprendeu tudo sobre cancros e suas formas de tratamento. Foi vê-lo discutir com médicos (que se dedicam há 20 anos à causa) sobre os efeitos dos tratamentos, a discordar deles e a andar pelos corredores do hospital a brilhar com as suas tiradas. Imagino a audiência... Mas há mais!
Na RTPN discutia-se um questão muito importante para o futuro da música em Portugal - a alteração da lei do regime para o 1º ciclo dos alunos do Conservatório. Uma tristeza para o desenvolvimento desta arte, andamos para trás em vez de progredir... Mas que interesse tem isso? Quem precisa de música quando se tem areia nos olhos?
Por um lado, este episódio deixou-me contente, porque apesar da teia montada há ainda, dentro do mundo da televisão, quem veja esse meio como uma forma de instruir e ajudar ao desenvolvimento da sociedade. O problema é: Quem é que os ouve?
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