Alguns apontamentos soltos. Em viagem. Num ambiente que parece (e é) tão distante da realidade, e onde as questões, pensamentos, dúvidas existenciais são completamente diferentes. As viagens realmente inspiram uma variedade de experiências. Como esta de estar do outro lado do mundo, numa sala de aeroporto, rodeado de criaturas abomináveis, ruidosas. E que fazem claramente parte deste (e só deste) mundo. Usam trajes que só devem sair do armário para as viagens, às quais se dedicam de há uns anos para cá. Sinais claros de viajantes - as t-shirts dos locais por onde andaram. Um já subiu a Grande Muralha da China. O outro esteve em Marrakech. E são ruidosos. Já consigo imaginar a loucura na hora que algumas palavras não entendidas por mim ecoem. A hora do embarque. O frenesim de chegar primeiro. Será medo de
- O avião ainda parte sem mim.
Será pressa? Fome de uma comida nada saborosa que nos servem em caixinhas coloridas, arrumadas? Ou apenas vontade de chegar?
Cá estão elas, as palavras estranhas. Ditas em letras bem familiares. Mas combinadas de forma imperceptível, carregada de acentos, espaços. Um conjunto de breves sons. Mas ruidosos.
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