segunda-feira, 6 de agosto de 2007

um olhar...

Há 62 anos, um dos momentos mais tristes do século XX. Assustador, de tão desnecessário que era. A demonstração pura do que os senhores dos EUA estavam (estão?) dispostos a fazer para manter o poder sobre o mundo.


"Eram 8h15 quando o avião B-29 "Enola Gay" lançou a bomba que marcou a história da humanidade. Era uma bomba atómica de fissão, uma arma como o mundo nunca tinha visto. Ao partirem-se os átomos, os constituintes ínfimos da matéria, libertava-se uma energia brutal: a bomba de 60 quilos produziu uma explosão equivalente a 13.000 toneladas de TNT. Rebentou a cerca de 600 metros de altitude sobre Hiroxima, uma cidade com alguma importância industrial e militar, e onde viviam 255.000 pessoas. A destruição foi total num raio de 1,6 quilómetros, e brotaram chamas numa área de 11,4 quilómetros quadrados. Noventa por cento dos edifícios ficaram danificados, se não completamente destruídos. Terão morrido 149.000 pessoas, 70.000 instantaneamente. E 20.000 das vítimas mortais eram prisioneiros coreanos. De início, nem no Japão se percebeu o que tinha acontecido em Hiroshima. A primeira informação certa foi o anúncio feito pela Casa Branca, em Washington, 16 horas depois: "Os japoneses começaram a guerra em Pearl Harbour. Retribuímos com uma intensidade muitas vezes maior. E ainda não acabámos", disse o Presidente Harry Truman. "É uma bomba atómica. É uma demonstração de controlo da energia básica do Universo. A força através da qual o Sol produz a sua energia foi libertada contra os que levaram a guerra ao Extremo Oriente", disse Truman, intimando o país do Sol Nascente a render-se. Este controlo da energia do Universo resultou de um enorme projecto de colaboração científica entre os mais proeminentes físicos de meados do século - o projecto Manhattan. Mas muitos desses cientistas, assustados com a força que libertaram, tornaram-se defensores do rigoroso controlo do nuclear, como Robert Oppenheimer. C.B."

in Público

3 comentários:

  1. "Há dias que marcam a alma e a vida da gente...", canta a Mariza numa das suas músicas. 6 de Agosto de 1945 foi certamente um dos dias mais marcantes (e tristes) do século XX. Outra marca deste dia é a "nossa" Ponte 25 de Abril: faz hoje 41 anos. Foi inaugurada com pompa e circunstância a 6 de Agosto de 1966. E hoje teve uma visita especial do Homem-Aranha francês, Alain Robert (ver foto). Gosto muito da Ponte, da sua altivez, do respeito que impõe, da sua beleza, do modo como está presente na cidade. Uma marca de Lisboa.

    http://www.publico.clix.pt/fotos.asp?id=1301520

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  2. Também vi isto no jornal da Noite... Este gajo é incrível... E também já tinha subido a Golden Gate, que é bastante maior! Viva a Ponte Salazar!

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  3. Ponte Salazar?! Fascista burguês, vendido ao capital multinacional e aos magnatas do petróleo! :-)

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